sábado, 31 de março de 2012
Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás.
( Caio Fernando Abreu )
sexta-feira, 30 de março de 2012
E existem aquelas pessoas, que por mais distantes que estejam, ainda continuam perto. Aquelas, que passe o tempo que passar, serão sempre lembradas por algo que fizeram, falaram, mostraram, ou nos fizeram sentir. É isso. As pessoas são lembradas pelos sentimentos que despertaram em nós, e quanto maior o sentimento, maior se torna a pessoa. ( Caio Fernando Abreu )
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso.... Eu sei que errei muitas vezes. Eu sei que nem sempre fui correta. Eu sei que nem sempre fiz o que era certo, nem sempre te ajudei. Eu sei. Sei também que tu também nem sempre foste correto comigo. Acredita que muitos dos momentos que passei contigo foram bons, muito bons. Eras a pessoa mais querida, a mais importante de todas as pessoas que diariamente lidava comigo. Eras. Digo bem. ERAS. Já não és. Foi-se tudo. Tudo. Todos os telefonemas, todas as conversas, todas as chatices, todas as estupidezes, todas as parvoíces, todos os desabafos. Tudo! Não sei como. Só sei que eu, senti-me vazia. Tu fazias parte de mim. Tu completavas-me. Fazias-me sentir bem comigo própria. Sempre me mostraste um mundo melhor, sempre gostei de mim como eu sou. Eu sei que ao início, tudo parecia incerto. Tudo parecia uma incógnita.
Não sei como é que alguém, de um dia para o outro, muda tão facilmente. Começamos a ter conversas que por vezes eram contraditórias. Tu dizias que quem tinha mudado era eu. Eu dizia que quem tinha mudado eras tu. Acusávamos mutuamente. Perdíamos tempo nestas conversas. Para quê? Nada mudou. Foi sempre tudo o mesmo. As conversas que tínhamos já não eram a mesma coisa. Já nem falávamos. Não sei quanto tempo tivemos sem falar, só sei que foi MUITO. O tempo suficiente para perceber que me fazes falta. Fazes MUITA falta. Faz-me falta tudo o que possa ter a ver contigo. Só de pensar que tudo era perfeito, ao teu lado e que neste momento não tenho absolutamente nada disso, faz-me sentir muito mal. Sem nada. Sozinha. Sentia-me segura contigo. Sentia-me mesmo. Sentia que tinha um melhor amigo que queria o meu bem. Só isso. Mais nada. Não te pedia mais nada a não ser isso, segurança. Existe sempre um, mas, em todas as histórias, e esta não é exceção. Mas tudo mudou. Lamento dizer. Neste momento, a minha única certeza é que não somos nada. Espero que um dia tudo volte a ser como antes.
sexta-feira, 2 de março de 2012
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